Motter Home Curitiba Hostel. Uma história que você precisa conhecer. Parte II.

Um recomeço para a casa verde!

“Abrir um hostel não estava nos meus planos, definitivamente! Mas, hoje em dia, não consigo me ver fazendo outra coisa que não seja servir os nossos queridos hóspedes. Trabalhar dia após dia para tentar fazer da viagem de cada um à Curitiba uma experiência única, positiva, acolhedora e marcante, independente da motivação do viajante.

Bem, lhes conto: após voltar do Mestrado na Espanha em 2011 certa de que a docência não era a carreira que eu queria seguir, comecei a pensar em alternativas para trabalhar em turismo – já que não queria sair da minha área de jeito nenhum – em Curitiba, já que também não fazia questão de sair dessa cidade que amo tanto. Com ajuda do meu então namorado (hoje marido!), que me apresentou uma reportagem da Folha de São Paulo falando sobre o ‘boom’ de hostels na capital paulista, comecei a pesquisar sobre esse mercado em Curitiba e logo percebi que abrir um hostel tinha muito potencial para dar certo.

Em 2011 tínhamos apenas 2 hostels em Curitiba! Elaborei um Plano de Negócios e iniciei a busca pelo local perfeito para abrigar meu projeto! Até que em outubro de 2011 entro no que hoje é o Motter Home Curitiba Hostel! Lembro muito bem daquele dia. Quando entrei na sala, com aquele parket maravilhoso e alguns móveis antigos, deixados para trás, na hora senti uma energia deliciosa. Uma casa tão maravilhosa, cheia de detalhes incríveis, mas já quase sem cor, sem vida. Não fazia ideia que essa energia tinha um fundamento: sempre foi uma residência acolhedora: antes, dos amigos e familiares da Família Beckert/Feijó; hoje, de gente de todo o mundo!

Claro que depois desse dia fui mais algumas vezes na casa, com o namorado, a família, o amigo arquiteto… tudo para ter certeza que minha intuição estava certa! Fechamos o contrato de aluguel em novembro daquele ano e aí começou a parte mais “terrível” da história do Motter: a reforma! Foi sofrida, muito estressante. (fotos do processo de restauração)

Sala de TV
Recepção

Cozinha

 Demorou o dobro do previsto! Mas hoje vejo o quanto aprendi nesses 6 meses de orçamentos, discussões com pedreiros, arquitetos, compras infinitas, decisões das cores das paredes, do jeito dos banheiros, o design dos beliches… tudo foi muito bem pensado! Valeu a pena! No dia 11 de maio de 2012 eu inaugurava o Motter Home Curitiba Hostel, num final de dia de muita chuva! Chuva para celebrar esse novo capítulo na minha vida e na história dessa casa.

Inauguração do Motter Home Curitiba Hostel

Tenho muito orgulho em falar que desde o primeiro mês o Motter deu certo! Acho que desde o princípio tinha muito claro a filosofia da casa AMArela: que nós pudéssemos oferecer uma experiência de viagem ao nosso hóspede, não somente uma simples hospedagem. Os desafios eram serviço personalizado (gastamos quanto tempo for necessário para atender às dúvidas dos nossos hóspedes) em um ambiente limpo e confortável e que oferecesse espaços aconchegantes e despojados. Daí o  nome Motter Home Hostel: um jogo de palavras, já que Motter é meu sobrenome e tem a mesma raiz da palavra Mother (mãe, em inglês). Queria que mais do que sentir-se em casa, o hóspede se sentisse como se estivesse na casa da mãe ou da avó: acolhido, com carinho, café quentinho, bolo caseiro, tudo limpinho, sendo beeem mimado! 😊 Também, Motter Home confunde-se com Motor Home. Enquanto esse é uma casa ambulante, o Motter é a casa de todo viajante.

Lá se passaram 7 anos desde que abrimos nossas portas! Quanta gente já não colaborou para esse sucesso… começando pela minha família, que acreditou desde o princípio nessa “loucura” de abrir um meio de hospedagem “onde as pessoas dormem num mesmo quarto e usam o mesmo banheiro” (esse é meu pai falando! Hehehe) e além de dar suporte trabalhou “voluntariamente” junto comigo nos primeiros anos do hostel (minhas irmãs Juliana e Adriana fizeram de tudo: de limpar banheiro a restaurar móveis); a equipe com quem trabalhei ao longo dos anos (confesso que dei sorte com meu staff! Apesar de ter passado muita gente vestindo a camisa do Motter, posso dizer que a grande maioria deixou uma marca bastante positiva na casa AMArela!); amigos e colegas de profissão que me deram energia, ideias, suporte psicológico e técnico; Renato, meu marido, que sempre esteve comigo, me ajudando no operacional, no financeiro, no desenvolvimento dos procedimentos do Motter, na resolução dos problemas diversos (esse é pau para toda obra!); e, claro, sem os nossos hóspedes, o que seria do Motter?! São várias histórias colecionadas ao longo dos anos… hóspedes que se tornaram amigos, hóspedes que voltam ano a após ano, hóspedes inusitados que nos surpreenderam com suas histórias de determinação ou de humildade ou de loucura mesmo!  Quantas barreiras não quebramos no Motter colocando em mesmo quarto pessoas que talvez nunca fossem conviver fora do hostel? Quantos preconceitos eu deixei de ter atendendo aos mais variados perfis de pessoas e entendendo a vida de cada um deles…

STAFF 2014
Hóspedes na Copa 2014
Tem até famoso
😊

Depois de 7 anos a única coisa eu posso falar é que o Motter Home é uma grande realização e uma grande paixão! Sinto sinceramente que nós fizemos diferença na vida de muita gente, assim como todos os que passam por aqui fazem diferença na minha vida: me ajudam a me desenvolver como profissional e como ser humano, me ajudam a praticar a paciência, a tolerância, o debate saudável, a buscar novos conhecimentos e tornam o Motter Home Hostel uma empresa humana. É difícil, desafiador, muitas vezes exaustivo ao limite. Mas a gente respira, pensa, avalia, e segue em frente! Porque nossa paixão é bem servir. E quando a gente trabalha com paixão, isso só pode render coisa boa! Vamos que vamos! E vocês, venham que venham! 😊” (c) Aline Motter.               

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